É difícil definir a obstipação (ou prisão de ventre). Considera-se que o número de dejecções pode variar entre entre 3 dejecções por dia e 3 dejecções por semana.
O adulto que esteja mais de 3 dias sem defecar tem, muito provavelmente, fezes muito duras e a defecação poderá ser dolorosa e o idoso pode fazer um impacto fecal. Não se deve confundir obstipação com a sensação de defecação incompleta nem esta sensação com a vontade imperiosa de defecar, geralmente dolorosa e sem fezes (tenesmo). Causas
A prisão de ventre possui inúmeras causas: uma dieta desregrada com ausência de fibras, ingestão insuficiente de líquidos, falta de exercício, existência de doença intestinal ou mesmo a idade avançada, são as causas mais frequentes. Existem medicamentos que têm efeito obstipante, devendo-se ficar atento ao seu uso. São eles: Analgésicos potentes (morfina e derivados); Suplementos de ferro, usados para tratar anemia; Alguns medicamentos para tratamento da hipertensão, como nifedipina, verapamil, diltiazen, e diuréticos; Alguns antiácidos; Uso inadequado de hormona da tiroideia; Medicamentos para tratamento da Doença de Parkinson; Antidepressivos, como a amitriptilina, nortriptilina, imipramina; Medicamentos para tratamento de epilepsia (convulsões); Laxantes: embora sejam usados para tratar a constipação, o uso contínuo "vicia" o intestino e prejudica sua movimentação, levando à necessidade de quantidade cada vez maior de medicamento, até que o mesmo não mais faz efeito e contribui para o desenvolvimento de obstipação.
São várias as doenças que podem causar constipação. Aquelas que alteram a movimentação intestinal:
Metabólicas: diabetes, hipotiroidismo (redução da hormona da tiróide), intoxicação com metais pesados; Neurológicas: doença de Parkinson, lesão de medula espinal, esclerose múltipla, acidente vascular encefálico ("derrame"); Síndrome do intestino irritável; Depressão; Doença cardíaca.
Alguns conselhos de ordem prática Regra geral, a prisão de ventre é uma disfunção intestinal temporária, sem gravidade que surge como consequência de hábitos de vida. Para a evitar deve:
Prática de exercício físico (razão pela qual os que sofrem de sedentarismo e as pessoas acamadas por longos períodos sofrem bem mais de prisão de ventre). Beber líquidos é muito importante a ajudar e a aliviar a obstipação, sendo mais um factor adicional para a sua prevenção. É importante conhecer efeitos secundários da medicação que toma, pois muitos medicamentos usados no dia a dia provocam como efeito secundário a obstipação (caso dos antidepressivos) Alimentação rica em fibras e equilibrada (As aves, o peixe e a carne são alimentos ricos em fibras). Alimente-se de vários tipos de frutas e vegetais por dia (pelo menos numa quantidade de cinco). Ingira cereais essencialmente ao pequeno almoço
Alternativas farmacológicas No entanto, são também muitas as situações em que uma dieta específica associada a uma alteração de estilo de vida não é suficiente para solucionar a prisão de ventre, sendo necessário recorrer ao uso de laxantes. Eles podem ser de vários tipos: Formadores de massa ou fibras: são substâncias que retém água, aumentando o volume das fezes, diminuindo sua consistência e facilitando a evacuação. Pertencem a esse grupo as fibras alimentares, naturais e sintéticas. Osmóticos: são substâncias que o intestino não absorve e, por isso, "puxam" a água dos vasos sanguíneos da parede do intestino e a retém. São eles: sais de magnésio, açúcares e álcoois não-absorvíveis, polietilenoglicol. Emolientes/Lubrificantes: facilitam o deslizamento do bolo fecal, pelo intestino, podendo interferir na absorção dos alimentos. Seu uso deve ser por curto período de tempo. Estimulantes/Irritantes: irritam a parede do intestino, fazendo com que ela se movimente e expulse o bolo fecal. São eles: sene, ruibarbo, cáscara sagrada e óleo de rícino.
Laxantes contendo antraquinonas (sene, cascara ou ruibarbo) devem ser reservados para casos excepcionais, e apenas temporariamente, pois podem causar o cólon catártico (lesão dos plexos mioentéricos, devido à sua estimulação excessiva). Os estimulantes químicos são derivados do polifenol e incluem a fenoftaleína e o bisacodyl.
Prevenção da obstipação
Alimente-se em horários regulares; Mastigue bem os alimentos; Prefira refeições mais variadas, ricas em frutas, verduras e cereais; Reduza a quantidade de gordura ingerida; Evite bebidas alcoólicas, chocolate, café, e alimentos que levem a produção excessiva de gases, como: brócolos, cebola, couve-flor, feijão; Beba bastante líquido, mais ou menos 2 litros por dia; Tente determinar um horário específico para evacuação; Obedeça, sempre que possível, à vontade de evacuar; Pratique exercícios regularmente; Não utilize laxantes por conta própria. Se você não consegue evacuar sem o uso desses medicamentos, consulte ajuda especializada.
Em caso de dúvidas ou persistência dos sintomas consulte o seu médico ou farmacêutico.
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