As picadas de insectos ou as pequenas mordidas de animais são muito incómodas quer seja para crianças ou para os mais velhos. Mas, as reacções e consequências habituais devem ser tratadas. As picadas de insectos deixam um rasto de veneno que frequentemente deixam marcas, simbolizadas pela dor, vermelhidão da zona afectada, inchaço e comichão.
Causas Entre os insectos mais comuns que picam e que, por vezes, sugam o sangue, encontram-se os mosquitos, os tavões, as pulgas, os piolhos, os percevejos e certas variedades de percevejos-de-água. As picadas destes insectos podem ser irritantes devido aos componentes da sua saliva. Provocam diversas reacções, desde pequenas pápulas a grandes feridas (úlceras) com inflamação e dor. As reacções mais graves dão-se nos indivíduos alérgicos ou nos que contraem uma infecção depois de serem picados. Para os indivíduos alérgicos, estas picadas podem ser mortais.
Sintomas A dor é provocada exactamente pelo aguilhão que as vespas e abelhas originam, embora de um estado primário possamos passar para outro tipo de sintomas: dores nos ossos, urticária ou dores de cabeça. Porém, a picada de um insecto ou a mordedura de um animal pode provocar outro género de reacções sistémicas: ardor nos olhos, boca e ouvidos, rubor na pele, a já característica urticária e uma tosse seca. Enquanto se mantiver este cenário diríamos que as coisas não estão mal encaminhadas, mas o pior é se os sintomas aumentam de intensidade. Alguns medicamentos e a avaliação de um médico em relação ao estado de saúde da vítima, receitando alguns medicamentos, é suficiente, embora haja outras situações que necessitam de uma intervenção urgente.
Tratamento Nas picadas de mosquitos é imprescindível desinfectar a lesão, assim que a mesma for constatada, tal como deve ser logo adquirido um produto na farmácia para aliviar a comichão. No entanto, deve certificar-se que o mesmo não é feito à base de amoníaco. Convém ter sempre em casa um anti-séptico, de preferência incolor, uma pinça, como aquelas das sobrancelhas, pomada anti-histamínica, bem como um anti-histamínico cuja administração seja por via oral. Porém, este só deve ser prescrito por ordem médica. Se notar que o aguilhão ficou na ferida tente retira-lo com uma pinça, embora a mesma já deva estar previamente desinfectada. Não pressione qualquer zona afectada para retirar o aguilhão, porque isso podia ainda ser bem pior. Além do mais, tente ter o máximo cuidado para não o partir. Deve ter em atenção que deve lavar de imediato a picada com água corrente e sabão, e desinfecte com um anti-séptico líquido. Em seguida, aplique uma pomada anti-histamínica, caso não sejam visíveis outras feridas. Os alérgicos deverão procurar assistência médica imediata ou usar o seu estojo de urgências para alergias, que deverá conter comprimidos de anti-histamínicos e uma seringa previamente carregada com adrenalina.
Prevenção das picadas de insectos
- Evitar sair ao anoitecer e ao amanhecer;
- Não mexer em ninhos ou colmeias;
- Utilizar calças, mangas compridas e sapatos fechados, para expor pouco a pele;
- Usar roupas justas para evitar a entrada de insectos que fiquem encurralados entre a pele e a roupa;
- Evitar utilizar roupas muito coloridas, brilhantes e largas;
- Não utilizar perfumes ou cosméticos com cheiros activos;
- Manter a comida tapada e os restos de comida bem fechados;
- Se houver risco de ser picado, utilize um repelente de insectos;
- Manter portas e janelas fechadas, usar redes mosquiteiras e repelentes do ambiente. A prevenção das picadas de insectos é importante, principalmente em crianças e indivíduos alérgicos, e em locais de risco.
Qual o repelente a utilizar? Há vários tipos de repelentes, por exemplo:
- Com DEET (N-N-Dietil-meta-toluamida), têm-se mostrado eficazes, seguros e podem ser utilizados em crianças quando em concentrações inferiores a 10%;
- Com permetrina, não devem ser utilizados directamente na pele. São para aplicar apenas na roupa;
- Repelentes naturais, à base de óleo de “citronella” e outros como o de cedro, lavanda, pinho, rosmaninho, oferecem uma protecção mais curta e menos eficaz que o DEET.
Por segurança, só devem ser usados os repelentes autorizados pela Direcção Geral de Saúde mediante um número de autorização de venda que deve aparecer no rótulo. Informe-se na sua farmácia.
Como aplicar o repelente? Siga as instruções do rótulo e tenha em atenção alguns aspectos:
- Aplicar na roupa e na pele exposta (se for apropriado para usar na pele) e reaplicar se necessário;
- Não aplicar na pele irritada ou ferida;
- Deve ser um adulto a aplicar o repelente a crianças;
- Evitar o contacto com os olhos e boca;
- Lavar bem as mãos após a aplicação.
Em caso de dúvidas ou persistência dos sintomas consulte o seu médico ou farmacêutico.
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