Espondilite Anquilosante

Espondilite AquilosanteA espondilite anquilosante (bicos de papagaio) é uma doença inflamatória sistémica de padrão reumatismal que atinge de forma predominante a coluna vertebral, sofrendo as articulações sacro-ilíacas alterações muito características.



É, também, típico a inflamação das inserções de ligamentos, cápsulas articulares e tendões, nomeadamente ao nível da face plantar do calcanhar e dos contornos da bacia.

Causas
A característica antigénica HLA-B27 representa para os portadores um risco de sofrer ou vir a sofrer da doença de uma em cinco possibilidades, isto é, 20% de probabilidade de espondilite anquilosante.
Por outro lado foi constatado haver uma proximidade biomolecular e imuno-genética de doenças aparentemente muito diferentes. Referindo só as mais conhecidas, a psoríase, a uveíte (doença ocular), a doença de Crohn (patologia do tubo digestivo), a colite ulcerosa, o síndrome de Reiter (que inclui uretrite) não só são mais frequentes nos familiares de sangue de doentes, como podem vir a apresentar neles um quadro típico de espondilite anquilosante.

Sintomas
Os sintomas da espondilite anquilosante começam habitualmente, no adulto jovem, de forma insidiosa, com dor na região lombar baixa com rigidez, sobretudo matinal após o levantar da cama.
Esta dor localizada nas articulações sacro-ilíacas aparece sobretudo ou até exclusivamente durante o repouso nocturno – por vezes acordando mesmo o doente – e melhora com o movimento – pelo que os doentes muitas vezes se levantam e após algum movimento, a dor alivia e o doente volta para a cama.
As dores são muitas vezes referidas nas nádegas e, não raramente, de forma basculante, ora de um lado, ora do outro.
Numa reduzida percentagem de doentes, este quadro clínico apresenta-se transitoriamente acompanhado por febre, falta de apetite e emagrecimento.

Tratamento
Não há cura para a espondilite anquilosante e, embora a doença tenda a ser menos activa conforme a idade avança, o paciente deve estar consciente de que o tratamento deve durar para sempre. O tratamento visa o alívio dos sintomas e a melhora da mobilidade da coluna onde a mesma tenha diminuído, permitindo ao paciente ter uma vida social e profissional normal. O tratamento engloba o uso de medicamentos, fisioterapia, correcção postural e exercícios, que deve ser adaptado a cada paciente.
No tratamento com medicamentos utilizam-se analgésicos, nomeadamente ibuprofeno, diclofenac ou paracetamol, para aliviar a dor e anti-inflamatórios. Existem várias substâncias capazes de reduzir ou eliminar a dor, que permitem ao paciente uma boa noite de sono e seguir um programa de exercícios.
Passada a fase aguda da doença, a maioria dos pacientes não necessita de medicação, uma vez que façam parte de um programa regular de exercícios. Os remédios são necessários esporadicamente, apenas quando os sintomas reaparecem apesar da terapia de exercícios. Para outros pacientes, pode ser necessário um tratamento contínuo com doses reduzidas (manutenção) de medicamentos.

Controlo e Prevenção
A fisioterapia através de uma intervenção individual e em grupo, impede ou interrompe o curso progressivo das deformidades posturais e das suas consequências.
A intervenção individual tem como objectivo a libertação das zonas mais retraídas através de técnicas neuromusculares de massagem, mobilização e estiramento dos tecidos moles e de posturas de alongamento, obtendo assim uma maior amplitude de movimento a nível das ancas e ombros, assegurando uma maior mobilidade dos membros e contribuindo para a correcção da postura.

Em caso de dúvidas ou persistência dos sintomas consulte o seu médico ou farmacêutico.