Varicela

VaricelaA varicela é uma doença infecciosa causada por um vírus chamado Vírus da Varicela Zoster (porque é também o agente causador do herpes zoster ou zona).

 

É uma doença muito contagiosa, embora a sua transmissão dependa quase sempre do contacto directo com a pessoa infectada, pois o vírus é muito sensível à lavagem das mãos de quem trata do doente e ao arejamento dos locais onde este permanece.
Os surtos de varicela surgem habitualmente no final do Outono, no Inverno e na Primavera.

Causas
A varicela é uma doença infecciosa, altamente contagiosa, causada pelo vírus Varicela Zoster. Este vírus pode causar vários tipos de infecções:

  • primária (quadro clínico de varicela bem estabelecido),
  • latente (sem manifestação clínica) e
  • reactivação.

Este vírus permanece no nosso corpo a vida toda, estando como que adormecido. A sua reactivação determina doença localizada na área correspondente a um ou mais nervos sensitivos e chama-se então Herpes-Zoster.

Sintomas
Na sua forma mais frequente a varicela começa com o aparecimento da erupção ou exantema em simultâneo com sintomas gerais e inespecíficos, como febre, dores de cabeça, mal estar e falta de apetite.
Nos adolescentes e nos adultos com varicela, os sintomas gerais podem surgir dois dias antes de aparecer a erupção na pele.
A erupção da varicela caracteriza-se pelo seu aparecimento por “surtos”, inicialmente no tronco onde é mais abundante, e expande-se depois para as regiões da cabeça e membros, tornando-se mais escassa nas zonas mais afastadas do centro do corpo.
Outra característica da erupção da varicela é a sua rápida evolução, passando as lesões da pele por várias fases num período de poucas horas. As primeiras lesões são manchas de cor rosada (máculas), que se tornam salientes (pápulas), formam pequenas bolhas com líquido transparente no centro (vesículas) que ao secarem vão formar uma crosta.
Devido à sua rápida evolução a característica mais evidente da erupção cutânea (exantema) da varicela é a coexistência dos quatro tipos de lesões (máculas, pápulas, vesículas e crostas) ao fim do primeiro ou segundo dia de doença. As lesões da varicela poupam a palma das mãos e a planta dos pés e atingem o couro cabeludo e as mucosas (garganta, órgãos genitais e conjuntiva), onde podem causar pequenas feridas dolorosas. Outra característica da varicela é causar habitualmente prurido (comichão), que pode ser intenso.
Em relação à febre, é um sintoma variável na varicela, podendo ir de quase inexistente a febre elevada (39º - 40º), sendo a sua intensidade geralmente proporcional à extensão da erupção.

Tratamento farmacológico
O tratamento da varicela tem como finalidade o alívio dos sintomas. Para isso deve dar-se paracetamol para controlar febre (nunca utilizar aspirina, aspegic ou outros salicilatos devido ao risco de Síndrome de Reye) e antihistamínicos ou loções de uso local para aliviar a comichão, se esta for intensa.
Os cuidados de higiene são fundamentais para diminuir o risco de infecção secundária das lesões. Além do banho diário com água morna e sabão deve haver o cuidado de manter as unhas bem cortadas e limpas.
Actualmente é possível diminuir a duração e a gravidade da varicela através da administração de um medicamento específico, o Aciclovir, em cinco doses diárias de xarope ou comprimidos . Para que este tratamento seja eficaz deve ser aplicado desde o início da doença.
O uso de Aciclovir deve ser ponderado pelo médico e pelos pais, quando se trata de crianças, em que a evolução da doença é habitualmente benigna. A sua utilização é recomendada nas situações em que é maior o risco de varicela grave, como são os jovens acima de catorze anos e os adultos, os doentes a tomarem altas doses de corticóides ou os que sofrem de doenças de pele ou doenças respiratórias crónicas.

Vacinação

Existe uma vacina contra a varicela, mas não é utilizada de forma generalizada, nem faz parte do plano nacional de vacinação. Existe também, para atenuar os sintomas da doença nos indivíduos que tiveram contacto com doentes e têm risco de desenvolver uma forma grave de varicela (adultos, grávidas, imunodeficientes, doentes tratados com doses altas de corticóides e recém nascidos).

Em caso de dúvidas ou persistência dos sintomas consulte o seu médico ou farmacêutico.