Rubéola

RubeolaA rubéola (sarampo de 3 dias) é uma infecção viral contagiosa que provoca sintomas ligeiros, como dor nas articulações e erupções.


Causas
A rubéola contagia-se principalmente ao respirar microgotas suspensas no ambiente que contêm o vírus (classificado como um togavirus do género Rubivirus) e que tenham sido expelidas por uma pessoa infectada através da tosse. O contacto estreito com uma pessoa infectada também pode facilitar o contágio pela infecção. Uma pessoa é contagiosa desde a primeira semana antes do aparecimento do exantema até uma semana depois do seu desaparecimento. Um bebé infectado antes do nascimento pode ser contagioso durante muitos meses depois de nascer.

Contagiosidade
A rubéola é menos contagiosa do que o sarampo e muitas crianças nunca chegam a ser contagiadas. Não obstante, a rubéola é grave, sobretudo para as mulheres grávidas. Uma mulher infectada durante as primeiras 16 semanas (particularmente as primeiras 8 ou 10 semanas) de gravidez pode abortar, dar à luz um bebé morto ou ter um bebé com deficiências congénitas. Entre 10 % e 15 % das mulheres adultas jovens nunca tiveram rubéola, pelo que podem correr o risco de ter filhos com graves deficiências congénitas se forem infectadas no início da gravidez.
As epidemias ocorrem em intervalos irregulares durante a Primavera. As maiores epidemias ocorrem de 6 em 6 ou de 9 em 9 anos. Nos países desenvolvidos actualmente o número de casos é menor que nunca. Um único ataque de rubéola imuniza a pessoa por toda a vida.

Sintomas
Os sintomas começam entre o 14º e o 21º dias depois da infecção. Nas crianças, a doença começa com um período de 1 a 5 dias de mal-estar ligeiro, com inflamação de gânglios do pescoço e da nuca e, por vezes, dor nas articulações. A garganta não está inflamada, mas fica vermelha no princípio da doença. Nos adolescentes e nos adultos, estes sintomas precoces podem ser muito ligeiros ou até não aparecer em absoluto. Também aparece uma erupção ligeira que dura aproximadamente 3 dias: começa na cara e no pescoço e estende-se rapidamente para o tronco, os braços e as pernas. À medida que aparece, a pele avermelha-se, sobretudo na cara. Aparecem manchas rosadas no céu da boca, que depois se fundem até formarem uma placa vermelha que se estende para a parte posterior da boca.

Tratamento

Como acontece com muitas outras doenças virais não existe um tratamento específico para a rubéola, que é uma doença auto limitada, ou seja, que evolui espontaneamente para a cura ao fim de alguns dias. O tratamento tem apenas como objectivo o alívio dos sintomas presentes (controlo da febre se esta for elevada e alívio das dores articulares, se estão presentes). O paracetamol, que tem simultaneamente efeito sobre a febre e a dor, pode ser utilizado para esse fim.
A vacina contra a rubéola é uma das imunizações sistemáticas da infância. A vacina costuma ser injectada no músculo juntamente com as vacinas da parotidite e do sarampo.
Os sintomas da rubéola quase nunca são tão graves ao ponto de requerer tratamento. Uma infecção no ouvido médio pode ser tratada com antibióticos, mas nenhum tratamento pode curar a encefalite.

Prevenção
Para diminuir a circulação do vírus da rubéola, a vacinação é muito importante, a qual é recomendada de rotina aos 15 meses de idade (vacina MMR) e para todos os adultos que ainda não tiveram contacto com a doença (vacinação de bloqueio). Gestantes não podem ser vacinadas e as mulheres vacinadas devem evitar a gestação até o mês seguinte à vacinação.

Em caso de dúvidas ou persistência dos sintomas consulte o seu médico ou farmacêutico.